fevereiro 10, 2007

a fotografia

Viu mais uma vez a fotografia. Depois saíu do sofá e deixou-a caída em cima da mesa. Pegou nas coisas, abriu a porta.
Ainda no elevador recordou outra vez, até que aquele pequeno barulho da chegada lhe interrompeu a introspectiva.
Saiu, ultrapassando a entrada do prédio rapidamente até ao exterior.
O sol compareceu ao encontro e tudo ficou leve.
"Óptimo!" pensou "tenho os ténnis calçados". Percorreu as ruas, trepou para um eléctrico e sentiu a cidade.
No outro lado alguém olhava... sorriu de volta. Depois desviou o olhar para a janela. Ali estava a cidade novamente oferecendo-lhe libertação.
Ficou assim... perdeu a noção dos minutos e das horas, e gozou o facto dos pensamentos serem intercaladamente rápidos e lentos e por isso não ter real noção dos mesmos.
Era tarde. Novamente no elevador apenas pensava no que queria jantar.
Abriu a porta. Passou pela mesa. Agarrou a foto, mas não olhou (não porque não conseguisse; simplesmente porque não sentiu necessidade). Dirigiu-se ao armário. Fechou a gaveta. E foi fazer o jantar.

3 comentários:

Shhh disse...

Contornar a realidade? Enganar a realidade ou confrontar a realidade?...
- O que interessa mesmo, é sermos capazes de gerir o nosso tempo e acima de tudo, vivê-lo bem (o que nem sempre é fácil!).
Bjs

Anónimo disse...

Parabéns! Está muito bom. Gostei muito.
Pensamentos que nos fazem pensar! (pelo menos é esse o efeito em mim...).
Bjs!

AR disse...

Shhh

Mais uma vez obrigada pelo comentário.

De facto, gerir o nosso tempo de forma proveitosa deve ser das coisas mais essenciais e complicadas na vida...

BassBox

obrigada... vindo de ti tem ainda mais valor ;)